5 dicas de alimentação para quem vai prestar concurso

Sua alimentação influi não apenas no seu peso, fator mais óbvio que preocupa a maioria das pessoas, mas também na sua disposição, estado de alerta e capacidade de concentração. Por isso, não é preciso pensar muito para concluir que o que você come terá impacto nos seus estudos e, por consequência, na sua aprovação.

A glicose, por exemplo, é uma substância adquirida por meio da alimentação e que funciona como combustível de nosso cérebro. Assim, a manutenção de um nível de glicose sanguínea adequado é de importância vital para assimilação do conteúdo durante seus estudos.

Nutricionistas alertam que fazer de 5 a 6 refeições por dia é a melhor maneira de manter essa nível de glicose estável: desjejum, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia. Mas é claro que não se deve comer nada de digestão pesada, que cause sonolência, por exemplo. Água e lanches leves e saudáveis sempre são mais indicados antes e durante a prova.

Realmente, o assunto nutrição gera muitas dúvidas para os concurseiros. O que comer para “turbinar” o cérebro e o que evitar? Posso comer na hora da prova? Essas e outras questões são abordadas abaixo.

Cafeína é bom para estudar? 

Quem não gosta de um cafezinho? Ou de dois? Ou três, ou cinco pra ajudar a estudar? Opa, vamos com calma. O efeito do café das bebidas energéticas em geral (que contêm cafeína) é passageiro. O resultado é que elas vão dar aquela levantada na sua disposição por algum tempo, mas depois a sonolência virá com força redobrada. E sabe o que mais? Abusar desse tipo de ajuda só vai aumentar sua ansiedade, o que dificulta o foco produtivo na matéria a ser estudada.

Dica adicional: quem tem problemas de refluxo e gastrite deve tomar a precaução redobrada de evitar esse tipo de bebida até 24 horas antes da prova.

 Alimentos que ajudam a estudar

Você já ouvi falar em Ômega-3? Ele está presente em alimentos como peixes (atum, salmão, sardinha), nozes e linhaça, dentre outros. Essa substância é um ácido graxo e tem importância fundamental para quem estuda, uma vez que estimula a memória, ajuda nos processos cognitivos e na transmissão de impulsos nervosos (eu disse nervosos, não de nervosismo!). Aliás, brincadeiras à parte, o Õmega-3 ajuda a diminuir o estresse, uma vez que atua como antioxidante e ajuda a diminuir os efeitos dos radicais livres que surgem no seu organismo quando você está tenso.

Outros alimentos recomendados para o cérebro: feijões, açaí, carnes vermelhas beterraba e folhas verdes escuras. O que eles têm em comum? Ferro, substância essencial para a oxigenação dos tecidos.

Outras dicas incluem consumir  pão integral, batata, oleaginosas (castanhas, amêndoas, amendoim) e Ervilhas. Todos esses alimentos são excelentes fontes de tiamina, uma vitamina fundamental para formação de neurotransmissores.

Não gosta desses? Bem, que tal estimular seu armazenamento de memória de longo prazo (ou seja, gravar a matéria) saboreando alguns morangos? Acredite, as frutinhas são pequenas, mas poderosas.

E na véspera da prova?

Todo mundo vai te dizer para evitar “comidas pesadas”, mas o que é um alimento “pesado”, como podemos defini-lo? Ora, o alimento pesado (heavy metal!) é aquele que demora muito tempo para ser digerido, deixando você devagar e sonolento e podendo até causar desconfortos no momento da prova 9sim, isso descarta uma deliciosa feijoada, deixe para quando você já for concursado). E o que comer, então?

Você já sabe: o ideal é fazer de 5 a 6 refeições por dia e na véspera da prova não poderia ser diferente. Capriche nas frutas e verduras e opte por cereais integrais, como arroz integral, granola, raízes e aveia. Além disso, recomendamos a batata doce, pelo baixo índice glicêmico (ela te dá energia, porém aos poucos, na medida certa).

Nada de carne? Carnes, sim, mas prefiras as brancas, como aves e peixes, sempre grelhadas ou assadas. Laticínios são importantes, porém devem ser semidesnatados ou desnatados. E é claro, como sempre, água em abundância.

Uma super dica: evite comer na lanchonete da esquina na véspera da prova. Você deve evitar qualquer alimento de procedência duvidosa como esse, que pode causar algum tipo de contaminação, levando a desarranjos intestinais, vômitos, febres e outros sintomas que já são desagradáveis normalmente, imagina no momento da prova!

Por isso, chegue na hora e bem alimentado.

Cervejinha? Nem pensar. O álcool deve ser sempre consumido com moderação, mas, antes de uma prova, deve ser evitado totalmente.

O que comer no dia da prova?

Já dissemos, mas não custa repetir, a regra vale sempre, ainda mais no dia da prova: alimentação ser leve, sem exageros e convém evitar gorduras. Pode consumir sem medo: carboidratos integrais, vegetais e proteínas magras.

A prova será de manhã? Nutricionistas recomendam: sucos de fruta, pão integral, ricota ou queijo branco.

Importante: Não deixe de comer ao acordar! Isso porque as reservas de glicose (lembra da importância dela par ao cérebro?) estão esgotadas após uma noite de sono. Então, nada de sair para encarar uma longa prova sem ingerir nada.

Vai almoçar antes da prova? Já sabe: leve, leve, leve! Opte pelos grelhados (peixe ou frango, nada de carne), salada, arroz integral, fruta ou suco de fruta.

Dica: leve uma garrafa de água para tomar durante a prova. Barra de cereais e frutas também caem bem. E agora, bem… Nós quase adivinhamos sua próxima pergunta, quer ver…? Próximo item!

 Chocolate ajuda na prova?

Muitos concurseiros gostam de levar um chocolatinho para comer na hora da prova. Isso porque, além de delicioso, o chocolate tem propriedades ansiolíticas, uma vez que é capaz de elevar os níveis de serotonina do cérebro, causando relaxamento. Além disso, como quase todo mundo sabe, o chocolate está cheio de carboidratos, que dão energia.

Parece tudo ótimo, mas cuidado: o consumo excessivo de chocolate pode causar hipoglicemia, resultando em taquicardia, vertigens e até (acredite!) desmaios. Nenhum desses sintomas será bem-vindo na hora da prova.

Consuma essa delícia moderadamente, dando preferência àqueles que feitos de 70% de cacau, que têm menor quantidade de açúcar, mas com propriedades ansiolítica ainda mais elevadas.

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